"Quando setembro vier..." nasceu da necessidade de organizar as idéias para limpar o cérebro das poluições da vida... como quem organiza uma gaveta, um armário, coloca tudo no lugar e no final do trabalho, respira aliviado por entender e dominar melhor seu espaço. Bem-vindo ao meu blog! Compartilho com você um pouco de esperança, de alegria e de luz! Que a vida seja sempre como uma bela manhã de setembro!
17 de abr. de 2013
15 de abr. de 2013
2 de nov. de 2012
5 de set. de 2012
Primavera
Pressente que há mãos divinas que se preparam para acordar a primavera delicadamente adormecida...
Já sente o cheiro de seu pólen vindo distante no ar...
11 de dez. de 2011
Manhã de domingo

Abrir os olhos, espreguiçar na cama.Sensação de leveza.Na janela, uma luz suave. Um bem-te-vi grita estridente no jardim. Bandos de pardais assanhados festejam a manhã cintilante. A rua sem movimento, só o barulho da brisa nas plantas.Uma preguiça boa, uma serenidade absoluta me invade.
De repente, vindo de longe, se espalha no ar um som de sinos, o padre chamando para a missa das nove na matriz.
Levanto. O gato Nino me encara do tapete com seu olhar de esmeralda.Abro a janela e a brisa branca da manhã azul invade o quarto, balançando a cortina, levantando nos ares o tecido transparente.Um raio de sol brinca na parede, acaricia as flores da jardineira na janela e vem se deitar travesso sobre a cama.

As margaridas do jardim me sorriem. O bem-te-vi me sorri do galho mais alto da roseira vermelha, aos gritos assanhados na manhã sedosa.
O gato Nino se revira no tapete, estica os braços, as pernas, num movimento suave está de pé, cheira o ar com seu nariz de veludo negro.Parece farejar extasiado o perfume de todas as auroras. Vem juntar-se a mim na janela, deixando-se banhar pela luz. O bem-te-vi insiste no seu canto agudo, chama sua companheira que responde ao longe. Num salto gracioso, um bailarino espanhol negro e aveludado, Nino salta para o jardim e num segundo já esta perseguindo uma joaninha que voa assustada pelo ar cristalino, depois da chuva de tantos dias.Meu olhar se demora preguiçoso no céu azul lavado, dourado pelo sol desta manhã eterna. Uma alegria serena me invade, feliz de estar viva neste momento. Minha alma sorri para o Criador.
Me jogo de volta no edredom, uma vontade de ficar ali, preguiçosamente desfrutando da música dos sinos, da brisa fresca, do cheiro das flores, do grito do bem-te-vi que, a esta altura, já se distanciou.
29 de ago. de 2011
Os ipês florescem em agosto
Quem mora no interior de São Paulo sabe: agosto é mês de muito, muito vento e tempo seco. A irmã chuva, companheira de longos meses, anda ausente, semeando outras terras. Enquanto isso, nosso irmão vento varre varandas e calçadas, balança as roupas no varal, enche as ruas de folhas secas. O céu, de um azul fundo, parece dizer: paciência, paciência, a primavera, em sua sabedoria, trará de volta a chuva tão aguardada. E o vento traz com ele, os papagaios coloridos dos meninos, que enchem o entardecer, disputando o espaço com os poucos passarinhos que ficaram para passar o inverno.Coloridos, bailam elegantes no azul arroxeado das tardes, pedacinhos travessos de uma infância risonha, numa paleta de sedas flutuantes, guerreando pacíficas no céu...Quem é que se lembra de conflitos na Líbia, ou se preocupa se o etanol subiu de novo, diante de um céu assim salpicado de alegria? Que importância tem os índices de inflação ou a crise financeira americana quando há papagaios para ser empinados?
Agosto também nos traz os ipês em flor. Amarelos, rosas, brancos, roxos, disputam com os papagaios do céu o privilegio de iluminar a tristeza do final do inverno, prenunciando uma primavera adormecida prestes a ser despertada. As calçadas se vestem do dourado de suas pétalas e as praças do branco fugaz de suas copas.Uma florada de ipês dura quatro, cinco dias no máximo, numa rapidez estonteante de cores, que os mais apressados deixam de perceber. Parece-me que para alguns, as paisagens são apenas um pano de fundo para a correira insana da vida...Mas os ipês, alheios ao desespero humano, continuam seu ciclo eterno, enfeitados pelas mãos sábias do Criador. De repente é assim, a árvore totalmente seca, de galhos magros como os meninos dos papagaios mirando o céu, se enche de uma vida exuberante, uma chuva de ouro e prata salpicando as calçadas e praças.24 de jul. de 2011
16 de jun. de 2011
Diário de bordo: Carolina do Sul
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| Bob à porta de casa |
| Advinha quem foi a madrinha? |
| Bob e Babe |
| Foto oficial na manhã do casamento |
25 de mai. de 2011
Gibraltar: para sempre na memória- Parte II
| O rochedo de Gibraltar |
| O meliante com sua carinha de santo. |
| Aqui, pazes feitas, ambos deslumbrados com o Mediterrâneo azul.. |
1 de mai. de 2011
Estação
Chegou o outono...
17 anos sem Senna!
24 de abr. de 2011
Para refletir em tempos de escuridão...
22 de abr. de 2011
Para sempre na memória: Gibraltar
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| Pista do aeroporto de Gibraltar |
| High Street- tentação de comprar... |
| A belíssima costa de Gibraltar |
20 de fev. de 2011
Ronaldo, o fenômeno e a vaga no hotel
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| Brasil, campeão do mundo 2002 |
30 de jan. de 2011
Escócia:Ilha de Skye( Parte III )-para sempre na memória
| Próximo a Ponte de Skye |
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| Ovelhas, ovelhas e mais ovelhas... |
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| Centro de Portree |
A arte de viajar...
A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali...
Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!"
Mário Quintana
22 de dez. de 2010
Tia Ida
Havia uma rosa e uma margarida entre tantas outras flores. A Margarida coloriu nosso jardim até ontem de manhã.
E na tarde ensolarada e cálida,
nuvens brancas num céu azul,
nós a levamos por entre as aléias serenas de um jardim antigo,
Tia Margarida partiu...
Se foi como viveu toda sua vida:
de forma simples, serena, discreta.
Sem alarde, sem chamar atenção,
cercada de alguns anjos sem asas que a protegiam.
Tia Margarida foi a tia que todo mundo queria ter,
todos os meninos e meninas da minha infância queriam uma flor como aquela...
Seu ventre não lhe concedeu filhos,
mas o seu coração generoso,
Todos nós, primos e primas, éramos como abelhas no seu jardim
crianças que ela cultivou debaixo de sua parreira de uvas brancas e roxas,
num quintal encantado onde não havia espaço para tristezas ou dor.
sorrimos,
choramos,
crescemos
e amadurecemos
temerosos de que afinal a hora chegara...
sua presença confortadora,
sua sabedoria,
seu café na cozinha simples,
a conversa nas tardes mornas,
as histórias de tempos já idos e longínqüos que só ela sabia.
Não mais haverá sua casa para nos receber,
seu macarrão de domingo,
seu humor fino que desafiava a morte.
Não mais haverá.
Não mais Margarida.
Descansa agora entre as flores do céu, que ela merece,
trabalhou toda vida.
Tia Ida,
4 de dez. de 2010
Escócia:Highlands com castelos(Parte 2)-Para sempre na memória
No outono, as estradas escocesas são encantadoras, apesar da chuvinha insistente. Lagos cristalinos se sucedem, emoldurados de montanhas e extensos pinheirais. Mas a lendária criatura, o famoso Monstro de Loch Ness, infelizmente não deu as caras. Aliás, vale lembrar que por aqui, conforme publiquei no post anterior, a língua gaélica ainda tem muita força e "Loch" é exatamente isso que você deduziu, Lago. O Ness se estende no sentido norte-sul e vai margeando a A82. Apesar de muito profundo, é um pouco estreito. Pequenos vilarejos vão se sucedendo e observamos que o feno já estava enrolado nos campos, para alimentar o gado no inverno. Lagos, campos, montanhas, folhas douradas caindo ao vento... a Escócia se abria à nossa frente com a toda sua magia.

( continua...)
20 de nov. de 2010
Escócia:Inverness(Parte 1)-Para sempre na memória
Seguimos pela M90 em direção a Perth, meio que perdidos com tanta beleza dos campos escoceses. Pelo meio da tarde, a fome batendo forte,próximo a Dunfermline avistamos à margem da rodovia uma fazenda, em cuja placa estava escrito: típica comida caseira escocesa. Entrar? Claro, para isso alugamos um carro, para ficarmos livres e visitarmos o que bem entendêssemos, parar ou seguir quando quiséssemos. Foi um almoço inesquecível! Acho que comi o melhor salmão da minha vida, macio, muito bem temperado, cheiro de comida de avó...
De volta ao carro, seguimos pela A9, margeada de lagos e castelos antig
os, muitos deles em ruínas,os olhos se abrindo sempre a cada nova visão da antiga e bela terra dos celtas. Aquela era a segunda vez que eu visitava a Escócia e mesmo assim ela continuava me surpreendendo a cada curva da estrada. Uma sensação estranha foi tomando conta de mim: parecia estar me movendo num sonho, que todo aquele cenário não era real.A cidade é muito linda, fica situada à margem do rio Ness, repleta de construções típicas de pedras, como a cadedral de Saint Andrew, nos remetendo a uma época muito diferente da nossa. As ruas são tranqüilas, especial
mente a High Street, somente para pedestres. Os habitantes de Inverness descendem em grande parte dos antigos celtas que falavam gaélico, por isso muitas placas ainda apresentam o nome dos lugares em inglês e em gaélico. Apesar do frio intenso, que andava na casa dos zero graus, Inverness foi uma esperiência incrível, a ser repetida muitas vezes, pois é uma cidade única. À luz do luar ou banhada de sol é um lugar que ficará para sempre na minha memória...13 de nov. de 2010
Além do horizonte...viajante sem fronteira
2 de out. de 2010
Sobre feras e homens


Os homens vieram com seu ódio e seu poder,
Atearam fogo, derramaram seu veneno letal sobre os campos inocentes.
Morreram bichos e plantas, pássaros e flores, calcinados pela ganância humana.
Maltratadas e assustadas, as indefesas aves das matas se refugiaram na agitação das cidades,
Inquietas, perplexas, se indagando sobre a fera terrível que levantara a mão sobre seu lar.
Uma fumaça mortífera subiu do horizonte, levantando suas asas tétricas no azul do céu que escureceu.
O dia se fez noite.
A luz se fez trevas.
E o ódio cobriu de cinza e negro os campos onde deveria reinar a luz.
Cobriu de palhas negras as cidades.
Cobriu de negro o coração dos bons, enlutados pela dor da natureza...
Tristeza, desesperança, morte...
Mas enquanto os homens se perdiam perplexos em seus porquês
A primavera- tão esperada!- veio repentina com sua força poderosa
Derramando sobre os campos feridos sua chuva benfazeja
Ressuscitando a vida e renovando a esperança.
A fera homem semeou ódio
A mão divina veio derramando a cura com suas águas abundantes
O cheiro vivo do verde substituindo o odor maléfico das queimadas.
E a besta fera humana se curvou ante a poderosa mão do Criador
Porque finalmente Setembro chegou...
Porque enquanto houver um resto de amor no coração de uns poucos homens
Setembro sempre virá...




















